terça-feira, 14 de setembro de 2010

Um doce,overdose

Estou cansada
de olhar um mundo que não pude
olhar o amor meio amiúde
cavar à cinza escuridão
sentimento forte a que pertenço
todavia um clarão
um ópio escuro
amarro o pé
finjo nisso
amarrar o mundo
porque minha voz pede a pé grossa
vindo nisso o que nunca pude
viva nisso o que nunca pude
o que amarro é uma visão gótica
que planta sementeia
odor de luz de março
saio sem fazer estardalhaço
e a regra geral é simples
eu amo o sujo reto onipresente
momento que pressente
avivando nisso mais coisas
poesia simbolista
um amor de prosa à vista
um amor de prosa viva
quebrando de deleites a escuridão
a escuridão sou eu
sou eu e mais a metade que arde
óleo quente nas feridas
uma boa observação
canto mundo sem metáforas
olho tudo à olhos nada
vivo ponto,exclamação.

5 comentários:

Franck disse...

Você sempre intensa!
Bjs*

Wanderley Elian Lima disse...

Viver não é aceitar tudo o que está posto. É questionar as coisas e elaborar seus próprios valores. Viver é inquietar-se.
Bjux

Erica Vittorazzi disse...

Ufa, de tirar o fôlego!!!

Muito bom!

Beijos

Ana Andreolli disse...

ah que blog lindo! adorei...

gabs. disse...

a escuridão sou eu
sou eu e mais a metade que arde


gostei muito desse trecho, tem muito a ver comigo.
ótimo poema.
obrigada pela visita e desculpe a demora pra responder :*

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