quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Retrato ao avesso aos pés da minha verdade

Estou sempre redundando
em mim.
Exata,
do meu próprio preço.
Ciente e cínica.



A casca diz mais,
do que o projeto de céus
que fui um dia.
Toda verdade tem
um cinismo teórico,
de um cinismo teórico,
mentiroso por dentro.



Procede.
Procede.
Procede.




Se eu pudesse
escapar de você,
eu estaria em paz com o Inferno.



E como não Sou,
faço questão de não Ser.
Não como do prato da Vida,
em grandes colheiradas.
Porque a verdade,
está aos pés da morte.
E já tenho meu quinhão de piedade.






Por hoje,
já tenho do que padeço.

3 comentários:

Ana Andreolli disse...

ah gostei do novo visu!

fazer poesia é uma das coisas mais difíceis pra quem esreve.. faz tempo q nao escrevo uma... nao sai =\

O Jornal Tresler e a Espiral do Silêncio disse...

"A casca diz mais,
do que o projeto de céus
que fui um dia."

Eu gostei muito disso.

Abraços moça e parabéns por um poema particulamente enigmático.

Wanderley Elian Lima disse...

Olá Naná
Como sempre seus poemas enigmáticos e cheio de mistérios nas entrelinhas. Amei.
Bjux

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